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Diário alimentar infantil

Um diário alimentar infantil para a seletividade alimentar — uma semana numa página: o que se ofereceu, quanto comeu, onde e com quem, e o que notou.

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Diário alimentar infantil preenchido por uma família fictícia
Exemplo. Segunda e terça de uma semana de uma família fictícia.

Para que serve

A seletividade alimentar é frequente em crianças autistas, e a memória engana: um jantar mau parece uma semana má. Uma semana no papel mostra o que a criança come de facto, o que recusa e que alimentos novos experimentou — útil para si e para quem lhe der conselhos.

O que tem a ficha

Uma página por semana: uma tabela com catorze linhas — dia e hora, o que se ofereceu, quanto comeu (nada, pouco, quase tudo, tudo), onde e com quem, o que notou — e três caixas em baixo: comeu sem problemas, recusou, alimentos novos.

Como fazer um diário alimentar da criança

  1. Registe cada refeição ou lanche logo a seguir: a hora e o que se ofereceu.
  2. Assinale quanto comeu: nada, pouco, quase tudo, tudo.
  3. Em «O que notou», escreva factos: textura, marca, prato, quem estava, como a criança reagiu.
  4. No fim da semana, preencha as três caixas em baixo.

Quando mostrar a um especialista

Mostre o diário ao médico, a um nutricionista ou a um terapeuta da alimentação se a lista de alimentos aceites está a ficar mais curta, se a criança perde peso, tem dificuldade em mastigar ou engolir, ou se as refeições acabam muitas vezes em aflição. Duas semanas de registos ajudam a ver o quadro todo. O diário não é um conselho sobre o que dar de comer — isso é com eles.

Perguntas dos pais

Durante quanto tempo fazer o diário alimentar?

Uma a duas semanas costumam chegar para ver o que a criança come de facto. Repita antes de uma consulta ou depois de uma mudança.

É preciso pesar as porções?

Não. «Nada, pouco, quase tudo, tudo» chega para ver a semana. O nutricionista pode pedir mais pormenor depois.

O diário é um plano alimentar?

Não. O diário regista o que aconteceu. O que oferecer e como alargar o menu são perguntas para o médico ou o nutricionista da criança.

A escola pode preencher também?

Sim — peça que anotem o almoço na ficha ou na caderneta casa–escola, e passe-o para o diário à noite.

Estas fichas servem para registar observações. Não fazem diagnósticos nem substituem o médico ou o especialista da criança.

Para ler a seguir

Outras fichas